LOUD!


Paralelo aos shows, o Circo Voador buscou sempre cativar a população vizinha com projetos assistenciais. Além de ter plantado palmeiras imperiais, árvores frutíferas e uma horta comunitária, o Circo abriu uma creche, a Creche e Apareche, para os pais e crianças das redondezas.

Criou também a Empreiteira Morro dos Prazeres, coordenada pelo arquiteto José Carlos Fernandes, que viabilizou obras de saneamento na favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ou o trabalho feito com os pescadores da favela Marcílio Dias, na Avenida Brasil, com o objetivo de manter a técnica tradicional de pesca no local, em vez de técnicas avançadas, mas predadoras. Meninos de rua do centro da cidade também ganharam com o Circo, um espaço para aprender ofícios como a confecção de roupas, além de comida e assistência.

O Circo Voador soube nesses dez anos merecer o privilégio dado pelo Estado de se estabelecer no centro da cidade, retribuindo com a divulgação das mais diversas correntes políticas e estéticas, além de um serviço efetivo de assistência social. Isso tudo sem contar que foi a presença e permanência do Circo na Lapa, a responsável pela reutilização e reocupação da Lapa como espaço de lazer... Visto que surgiram ali, depois de sua fixação, espaços dos mais variados tipos, como Casa Brasil Nigéria, Casa do Tá Na Rua, a própria Fundição progresso com seus diversos eventos... e até o Afiteatro dos Arcos (obra do poder público, mas que só foi efetuada após a "catequese" da localidade pelas Bençãos do Circo, posto que até a vinda do Circo... a Lapa sempre foi considerada área perigosa).


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