CAT POWER Abertura: clarah averbuck and the oneyedcats ![]() Serviço: Noite de felinas: Cat Power e Clarah Averbuck no Circo Voador A cantora e compositora norte-americana Charlyn “Chan” Marie Marshall, conhecida artisticamente como Cat Power, chega ao Circo Voador para uma única apresentação, 21 de maio. Para abrir a noite, o projeto Oneyedcats, de Clarah Averbuck e Reginaldo Lincoln. Cat Power é natural de Atlanta, EUA, e, hoje, com 38 anos, já conta com nove discos lançados, sendo o último deles o Dark End of the Street (2008), EP de covers com oito faixas que ficaram de fora de Jukebox, álbum de versões lançado no mesmo ano. Dark End... conta com duas músicas de Aretha Franklin, além de apresentar regravações de singles das bandas The Pogues, Creedence Clearwater Revival, Otis Redding e outro de Sandy Denny em parceria com Fairpor Convention. Duas músicas de Jukebox são autorais: Metal Heart, que já havia aparecido no álbum Moon Pix, e Song To Bobby, dedicada a Bob Dylan e escrita em parceria com Matt Sweeney, que já colabora com a cantora desde 2000. Conhecida por seu estilo minimalista, guitarras esparsas, piano e vocais sussurrados, Cat Power Gnhou destaque ao fazer - no disco The Covers Record - releituras de Satisfaction, dos Rolling Stones, e I Found a Reason, do Velvet Underground. As primeiras gravações de Cat, nos álbuns Dear Sir (1995), Myra Lee (1996), What Would the Community Think (1996) e Moon Pix (1998), correspondem à fase mais autoral da cantora. Com músicos convidados como Eddie Vedder (Pearl Jam), Dave Grohl (Foo Fighters, Queens of Stone Age) e Warren Ellis (Dirty Free), o disco The Covers Record (2000) marca o início do trabalho de regravação de músicas originais de outros compositores, que, com muita personalidade, continua em You Are Free (2003), The Greatest ( 2006), Jukebox (2008) e Dark End of The Street (2008). Ao longo de sua carreira, Cat Power conquistou muitos prêmios e indicações importantes, incluindo uma na categoria melhor artista solo feminina internacional, no Brit Awards, em 2007. Naquele mesmo ano, ela levou o prêmio de melhor álbum com The Greatest no Short List Music Prize. Esta é a quarta passagem da cantora pelo país - a primeira foi em 2001; a segunda, no TIM Festival de 2007, com ingressos esgotados e a terceira foi em 2009, na turnê de lançamento de Jukebox. O grupo oneyedcats não tem esse nome à toa. Clarah Averbuck, letrista e cantora, vive sendo derrubada pela vida, mas sempre cai em pé. E aí está: aqui você encontra a cura para a obviedade “amor = músicas românticas e melosas”. Não é o caso, nem de longe.
As músicas do grupo – completado por Bruno Bandini no baixo, Fernando Tristessa no piano/rhodes/synths e Jorge Anzol na bateria – capturam vários aspectos do amor: a celebração, a intensidade, a rispidez e, por que não?, a agressividade. Se você analisar essa (não) fórmula, encontrará algo que está à beira da extinção musical em nossos tempos de pasteurização industrial. O oneyedcats remete às cantoras clássicas do Jazz – um pouco de Billie, uma pitada de Ella – espontaneamente, sem nem tentar. Talvez seja resultado do estilo de gravação da banda, que não tem pudor em registrar suas músicas madrugada adentro, na sala de casa ou onde estiverem no momento de inspiração. Mas o grupo não é uma unidade isolada. Em “Comes Love”, o violino de Hique Gomez (Tangos e Tragédias) reforça a dramaticidade, enquanto Douglas Godoy (do Vanguart) dá brilho a “No One But Me”, gravada e mixada por ele. Neste ano o oneyedcats grava um disco, que deve ter participações estarrecedoras como Arthur de Faria e Guilherme Mendonça. - Paulo Terrón A festa PITADA garanta a animação na pista durante toda a noite. Música em todos os sentidos! Evite Filas. Compre seu ingresso antecipado. Vendas pela Internet ou Call Center
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